Entre os dias 14 e 18 de setembro de 2026, foi realizada, no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu (PR), a Oficina de Avaliação do Risco de Extinção dos Crustáceos, dedicada à avaliação de 70 espécies de eglídeos, incluindo espécies cavernícolas.
A oficina integra o processo de Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, conduzido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CEPSUL/ICMBio). Os resultados dessas avaliações fornecem subsídios técnicos ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima para a atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.
O processo de avaliação dos crustáceos contou com sócios da Sociedade Brasileira de Carcinologia, na posição de organizadores e avaliadores.
A oficina desse ano foi realizada em parceria com o IUCN SSC Freshwater Crustacean Specialist Group (FCSG) e com o Centro de Sobrevivência de Espécies Brasil (CSE Brasil)/Parque das Aves. Essa colaboração fortalece a integração entre especialistas brasileiros e iniciativas internacionais voltadas à avaliação e à conservação da biodiversidade.
Aegla são crustáceos decápodes de água doce, endêmicos da América do Sul. Muitos eglídeos apresentam distribuição geográfica restrita, incluindo espécies cavernícolas, o que torna importante a avaliação de seu risco de extinção e a definição de medidas para sua conservação.
A realização da oficina representa mais uma etapa do esforço conjunto entre pesquisadores, instituições de conservação e órgãos ambientais para ampliar o conhecimento sobre o estado de conservação da carcinofauna brasileira e fornecer uma base científica sólida para o estabelecimento de estratégias e políticas voltadas à conservação das espécies ameaçadas.