Oficina avalia risco de extinção de 70 espécies de eglídeos do Brasil

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

 Entre os dias 14 e 18 de setembro de 2026, foi realizada, no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu (PR), a Oficina de Avaliação do Risco de Extinção dos Crustáceos, dedicada à avaliação de 70 espécies de eglídeos, incluindo espécies cavernícolas.
 A oficina integra o processo de Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, conduzido periodicamente pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os resultados dessas avaliações fornecem subsídios técnicos ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima para a atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.
 Desde 2011, a avaliação dos crustáceos brasileiros é coordenada por Harry Boos, ponto focal do ICMBio, e por Marcelo Pinheiro, coordenador de táxon. Ao longo desse período, o processo tem buscado reunir especialistas de diferentes instituições, ampliar a participação da comunidade científica e promover a divulgação dos resultados relacionados ao estado de conservação dos crustáceos no Brasil.
 Nesta edição, participaram como avaliadores Emerson Contreira Mossolin (UFCAT), Fernando Luis Medina Mantelatto (USP), Gustavo Monteiro Teixeira (UEL), Jessica Colavite (Ethica Ambiental/MZUSP), Marcelo Pinheiro (UNESP), Sandro Santos (UFSM), Sérgio Luiz de Siqueira Bueno (USP), William Ricardo Amancio Santana (URCA), Keith Crandall e Marcos Pérez-Losada (George Washington University, Washington, DC). A mediação da oficina foi realizada por Rosana Subirá, ponto focal da Lista Vermelha no Brasil, enquanto a equipe organizacional do ICMBio contou com Crisller Suzana Pereira (CEPSUL), Fabíola Schneider (CEPSUL) e Luis Fernando Roberto.

Em pé, da esqueda para direita: Luis Roberto, Marcelo Pinheiro, Crisller Pereira, Marcos Perés-Losada, Rosana Subirá, Emerson Mossolin, Fabíola Schneider, Harry Boss, William Santana, Gustavo Teixeira, Keith Crandall. Agachados, da esquerda para a direita: Sandro Santos, Fernando Mantelatto, Sérgio Bueno, Jéssica Colavite

A oficina de 2026 foi realizada em parceria com o IUCN SSC Freshwater Crustacean Specialist Group (FCSG), representado pelo Prof. Keith Crandall, Co-Chair do grupo, e com o Centro de Sobrevivência de Espécies Brasil (CSE Brasil)/Parque das Aves. Essa colaboração fortalece a integração entre especialistas brasileiros e iniciativas internacionais voltadas à avaliação e à conservação da biodiversidade.

Aegla são crustáceos decápodes de água doce, endêmicos da América do Sul. Muitos eglídeos apresentam distribuição geográfica restrita, incluindo espécies cavernícolas, o que torna importante a avaliação de seu risco de extinção e a definição de medidas para sua conservação.

Aegla parva. Foto por: Sérgio Bueno e Jéssica Colavite

A realização da oficina representa mais uma etapa do esforço conjunto entre pesquisadores, instituições de conservação e órgãos ambientais para ampliar o conhecimento sobre o estado de conservação da carcinofauna brasileira e fornecer uma base científica sólida para o estabelecimento de estratégias e políticas voltadas à conservação das espécies ameaçadas.

Categorias

Recent Posts

Nota de Pesar

A Sociedade Brasileira de Carcinologia manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da Dra. Laura López Greco, pesquisadora de reconhecida excelência científica e

Oportunidade para carcinólogos!

Pesquisadores interessados em se candidatar à vaga de curador da coleção de crustáceos do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian Institution,